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domingo, 20 de fevereiro de 2011

Sopre as Cinzas

Quem feriu você já feriu e já passou...
Lá na frente encontrará o inevitável retorno e pelas mãos de outrem será ferido também.
A vida se encarregará de dar-lhe o troco e você, talvez, nem jamais fique sabendo.
O que importa de verdade é o que você sentiu e, mais importante, é o que ainda você sente:
Mágoa? Rancor?Ressentimento? Ódio?
Você consegue perceber que esses sentimentos foram escolhidos por você?
Somos nós que escolhemos o que sentir diante de agressões e de ofensas.
Quem nos faz o mal é responsável pelo que faz, mas NÓS somos responsáveis pelo que sentimos.
Essa responsabilidade tem a ver com o Amor que devemos e temos que sentir por nós mesmos.
O ofensor fez o que fez e o momento passou, mas o que ficou aí dentro de você?
MÁGOA- Você sabia que de todas as drogas ela é a mais cancerígena?
Pela sua própria saúde,jogue-a fora.
RANCOR- Ele é como um alimento preparado com veneno irreconhecível: dia mais, dia menos, você poderá contrair doenças de cujas origens nem suspeitará.
RESSENTIMENTO- Pois imagine-se vivendo dentro de um ambiente constantemente poluído, enfumaçado, repleto de bactérias e de incontáveis tipos de vírus: é isso que seu coração e seus pulmões estão tentando agüentar.
Até quando você acha que eles vão resistir?
ÓDIO- Seus efeitos são paralisantes. Seu sistema imunológico entrará em conflito com esse veneno que com o tempo poderá colocar você face a face com a morte e talvez muito tarde você venha a perceber que melhor seria ter deixado que seu agressor colhesse os frutos do próprio plantio.
Por seu próprio Bem e pelo seu Bem, perdoe...
O perdão o libertará e o fará livre para ser feliz!
Esqueça o mal que lhe foi feito.
Deixe que seu ofensor lembre-se dele através das conseqüências com que, certamente, virá a arcar.
Mude seu destino ... seja o comandante da sua nau!
Escolha o melhor caminho para sua "viagem."
E se outras vezes o ferirem, perdoe ...Perdoe ...
Como Cristo perdoou os que o crucificaram.
Paz e Luz pra você!

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Os Quatro Meses

Outro dia foi o aniversário da partida de uma senhora
por muitos conhecida e muito querida.
Algum tempo antes, chegando de uma das dezenas de consultas
médicas que já fizera, ela disse aos familiares:

- Pedi franqueza à junta médica que me examinou,
pedi-lhes que não me poupassem
de saber a verdade sobre meu estado de saúde.
Eu sinto que me resta pouco tempo.

Diante dos olhares ansiosos, ela continuou:

- Eles me revelaram que sou portadora de uma moléstia incurável
e que minha previsão de vida é de aproximadamente 4 meses.

” E a senhora nos conta isso com essa naturalidade ? “,
perguntou uma das filhas, em prantos.

Continuou a senhora, com muita serenidade:

- Ora, eu tenho um bom tempo para fazer tudo que já devia ter feito há muito.

Arrumarei todos os meus armários, guardarei o que realmente uso
e o resto jogarei fora ou doarei a quem precisa.

Colocarei belas cortinas em todas as janelas e elas me impedirão
de ficar olhando a vida alheia.

Todos os dias tirarei o pó da casa e durante esse trabalho pensarei:
” Estou me livrando das sujeiras que guardei do passado “

Evitarei ouvir e assistir más notícias e alimentarei o meu espírito
com leituras saudáveis, conversas amigáveis, dispensarei fofocas
e não criticarei a mais ninguém.

Pensarei naqueles que já me magoaram e, com sinceridade, os perdoarei.

Todas as noites agradecerei a Deus por tudo que estarei conseguindo
fazer nestes últimos 4 meses que me restam.

Todas as manhãs, ao acordar, perguntarei a mim mesma:
” O que posso fazer para tornar o dia de hoje um dia melhor? “
E farei de tudo para transmitir felicidade àqueles que de mim se aproximarem.

E a cada dia que passar farei pelo menos uma boa ação.
Quatro meses são mais de 120 dias, portanto, quando eu fechar os olhos
para nunca mais abri-los, eu terei feito no mínimo 120 boas ações.

Todos que a ouviam, pouco a pouco se retiraram dali,
indo cada um para um canto, para chorar sozinho.

A mulher ali ficou e nos seus olhos havia um brilho de alegria.
Pensava consigo mesma:
” não posso curar meu corpo, mas posso mudar a vida que me resta “

Ela tinha uma grande tarefa:
transformar seu mundo interior, tornar-se uma pessoa
totalmente diferente do que já fôra – em apenas 4 meses -
e conseguiu cumpri-la plenamente.

Outro dia foi o aniversário da partida dessa senhora.
O mais curioso dessa história é que,
após a notícia dada aos familiares, ela viveu mais 23 anos.

Ela curou a sua própria alma e sua moléstia desapareceu :
ela morreu de velhice.
Silvia Schmidt