Pesquisar este blog

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Amigo é

Amigo é

Existem pessoas em nossas vidas que nos deixam felizes pelo simples fato de terem cruzado o nosso caminho.
Algumas percorrem ao nosso lado, vendo muitas luas passarem, mas outras vemos apenas entre um passo e outro.
A todas elas chamamos de amigo.
Há muitos tipos de amigos.
Talvez cada folha de uma árvore caracterize um deles.
O primeiro que nasce do broto é o amigo pai e o amigo mãe.
Mostram o que é ter vida.
Depois vem o amigo irmão, com quem dividimos o nosso espaço para que ele floresça como nós.
Passamos a conhecer toda a família de folhas, a qual respeitamos e desejamos o bem.
Mas o destino nos apresenta outros amigos, os quais não sabíamos que iam cruzar os nossos caminhos.
Muitos desses denominamos amigos do peito, do coração.
São sinceros, verdadeiros; sabem quando não estamos bem, sabem o que nos faz feliz…
As vezes, um desses amigos do peito estala o nosso coração e então é chamado de amigo namorado.
Este dá brilho aos nossos olhos, música aos nossos lábios, pulos aos nossos pés.
Mas também há aqueles amigos por um tempo, talvez umas férias ou mesmo um dia ou uma hora.
Estes costumam colocar muitos sorrisos na nossa face, durante o tempo que estamos por perto.
Falando em perto, não podemos esquecer dos amigos distantes.
Aqueles que ficam nas pontas dos galhos, mas que quando o vento sopra, sempre aparecem novamente entre uma folha e outra.
O tempo passa, o verão se vai, o outono se aproxima, e perdem algumas de nossas folhas.
Algumas nascem num outro verão e outras permanecem por muitas estações.
Mas o que nos deixa mais feliz é que as que caíram continuam por perto, continuam alimentando a nossa raiz com alegria.
Lembranças de momentos maravilhosos enquanto cruzavam o nosso caminho.
Desejo a todos vocês, folhas da minha árvore, Paz, Amor, Saúde, Sucesso, Prosperidade…
Hoje e Sempre…
Simplesmente porque: Cada pessoa que passa em nossa vida é única.
Sempre deixa um pouco de si e leva um pouco de nós.
Há os que levaram muito, mas não há os que não deixaram nada.
Esta é a maior responsabilidade de nossa vida E é a prova quase evidente de que duas almas não se encontram por acaso.
Amigo éFeliz dia do amigo

Tags: AmizadeAmigoMensagemReflexão,           

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Parecenças Físicas E Morais - Livro Dos Espíritos

Parecenças Físicas E Morais - Livro Dos Espíritos

Capítulo IV - Parte Segunda - Perguntas 207 a 217

207. Freqüentemente, os pais transmitem aos filhos a parecença física.  Transmitirão também alguma parecença moral?
“Não, que diferentes são as almas ou Espíritos de uns e outros. O corpo deriva do  corpo, mas o Espírito não procede do Espírito. Entre os descendentes das raças apenas há  consangüinidade.”

a) - Donde se originam as parecenças morais que costuma haver entre pais e  filhos?
“É que uns e outros são Espíritos simpáticos, que reciprocamente se atraíram pela  analogia dos pendores.”

208. Nenhuma influência exercem os Espíritos dos pais sobre o filho depois do  nascimento deste?
“Ao contrário: bem grande influência exercem. Conforme já dissemos, os Espíritos  têm que contribuir para o progresso uns dos outros. Pois bem, os Espíritos dos pais têm por  missão desenvolver os de seus filhos pela educação. Constitui-lhes isso uma tarefa. Tornar-se-ão culpados, se vierem a falir no seu desempenho.”

209. Por que é que de pais bons e virtuosos nascem filhos de natureza perversa?  Por outra: por que é que as boas qualidades dos pais nem sempre atraem, por simpatia,  um bom Espírito para lhes animar o filho?
“Não é raro que um mau Espírito peça lhe sejam dados bons pais, na esperança de  que seus conselhos o encaminhem por melhor senda e muitas vezes Deus lhe concede o que  deseja.”

210. Pelos seus pensamentos e preces podem, os pais atrair para o corpo, em  formação, do filho um bom Espírito, de preferência a um inferior?
“Não, mas podem melhorar o Espírito do filho que lhes nasceu e está confiado. Esse  o dever deles. Os maus filhos são uma provação para os pais.”

211. Donde deriva a semelhança de caráter que muitas vezes existe entre dois  irmãos, mormente se gêmeos?
“São Espíritos simpáticos que se aproximam por analogia de sentimentos e se  sentem felizes por estar juntos.”

212. Há dois Espíritos, ou, por outra, duas almas, nas criança cujos corpos nascem  ligados, tendo comuns alguns órgãos?
“Sim, mas a semelhança entre elas é tal que faz vos pareçam, em muitos casos, uma  só.”

213. Pois que nos gêmeos os Espíritos encarnam por simpatia, donde provém a  aversão que às vezes se nota entre eles?
“Não é de regra que sejam simpáticos os Espíritos dos gêmeos. Acontece também  que Espíritos maus entendam de lutar juntos no palco da vida.”

214. Que se deve pensar dessas histórias de crianças que lutam no seio materno?
“Lendas! Para significarem quão inveterado era o ódio que reciprocamente se  votavam, figuram-no a se fazer sentir antes do nascimento delas. Em geral, não levais muito  em conta as imagens poéticas.”

215. Que é o que dá origem ao caráter distintivo que se nota em cada povo?
“Também os Espíritos se grupam em famílias, formando-as pela analogia de seus  pendores mais ou menos puros, conforme a elevação que tenham alcançado. Pois bem! Um  povo é uma grande família formada pela reunião de Espíritos simpáticos. Na tendência que  apresentam os membros dessas famílias, para se unirem, é que está a origem da semelhança  que, existindo entre os indivíduos, constitui o caráter distintivo de cada povo. Julgas que  Espíritos bons e humanitários procurem, para nele encarnar, um povo rude e grosseiro?

Não. Os Espíritos simpatizam com as coletividades, como simpatizam com os indivíduos. Naquelas em cujo seio  se encontrem, eles se acham no meio que lhes é próprio.”

216. Em suas novas existências conservará o Espírito traços do caráter moral de  suas existências anteriores?
“Isso pode dar-se. Mas, melhorando-se, ele muda. Pode também acontecer que sua  posição social venha a ser outra. Se de senhor passa a escravo, inteiramente diversos serão  os seus gostos e dificilmente o reconheceríeis. Sendo o Espírito sempre o mesmo nas  diversas encarnações, podem existir certas analogias entre as suas manifestações, se bem  que modificadas pelos hábitos da posição que ocupe, até que um aperfeiçoamento notável  lhe haja mudado completamente o caráter, porquanto, de orgulhoso e mau, pode tornar-se  humilde e bondoso, se se arrependeu.”

217. E do caráter físico de suas existências pretéritas conserva o Espírito traços  nas suas existências posteriores?
“O novo corpo que ele toma nenhuma relação tem com o que foi anteriormente  destruído. Entretanto, o Espírito se reflete no corpo. Sem dúvida que este é unicamente  matéria, porém, nada obstante, se modela pelas capacidades do Espírito, que lhe imprime  certo cunho, sobretudo ao rosto, pelo que é verdadeiro dizer-se que os olhos são o espelho  da alma, isto é, que o semblante do indivíduo lhe reflete de modo particular a alma. Assim é  que uma pessoa excessivamente feia, quando nela habita um Espírito bom, criterioso,  humanitário, tem qualquer coisa que agrada, ao passo que há rostos belíssimos que  nenhuma impressão te causam, que até chegam a inspirar-te repulsão. Poderias supor que  somente corpos bem moldados servem de envoltório aos mais perfeitos Espíritos, quando o  certo é que todos os dias deparas com homens de bem, sob um exterior disforme. Sem que  haja pronunciada parecença, a semelhança dos gostos e das  inclinações pode, portanto, dar lugar ao que se chama “um ar de família.”

Nenhuma relação essencial guardando o corpo que a alma toma numa encarnação  com o de que se revestiu em encarnação anterior, visto que aquele lhe pode vir de  procedência muito diversa da deste, fora absurdo pretender-se que, numa série de  existências, haja uma semelhança que é inteiramente fortuita. Todavia, as qualidades do  Espírito freqüentemente modificam os órgãos que lhe servem para as manifestações e lhe  imprimem ao semblante físico e até ao conjunto de suas maneiras um cunho especial. É  assim que, sob um envoltório corporal da mais humilde aparência, se pode deparar a  expressão da grandeza e da dignidade, enquanto sob um envoltório de aspecto senhoril se  percebe freqüentemente a da baixeza e da ignomínia. Não é pouco freqüente observar-se  que certas pessoas, elevando-se da mais ínfima posição, tomam sem esforços os hábitos e as  maneiras da alta sociedade. Parece que elas aí vêm a achar-se de novo no seu elemento.
Outras, contrariamente, apesar do nascimento e da educação, se mostram sempre  deslocadas em tal meio. De que modo se há de explicar esse fato, senão como reflexo  daquilo que o Espírito foi antes?

Livro: O livro dos Espíritos
Autor: Allan Kardec


parecenças Físicas E Morais - Livro Dos Espíritos Livro dos Espíritos contém a doutrina de kardec



Tags: Espiritismo, Revista Espírita, Allan Kardec, O Livro dos Espíritos,